Considerado um ato público histórico, o “Beijo Livre” foi um beijaço feito no Bar Beitute, em 1979, em plena ditadura militar (1964-1985). O bar localizado na CLS 109, é considerado o estabelecimento mais tradicional em Brasília, por ser um local de confraternização desde sua inauguração, em 1966. No dia 27 de abril de 1979, diversas pessoas, lideradas por Alexandre Ribondi se beijaram no bar para se manifestarem contra a expulsão de um casal que havia se beijado no estabelecimento na noite anterior. Esse evento marca o nascimento do primeiro grupo homossexual do DF, o “ Grupo Homossexual Beijo Livre”.
O I Encontro Brasileiro de Homossexuais (I EBHO), organizado pelo grupo SOMOS, foi realizado de 4 a 6 de abril de 1980. Nos dias 4 e 5, como parte da programação do mesmo, aconteceu o I Encontro de Grupos Homossexuais Organizados (EGHO) na Universidade de São Paulo/USP, com aproximadamente 200 participantes, vindos de grupos do Sudoeste, Centro-Oeste e Paraná. No dia 6, o debate aberto ao público e foram contabilizadas cerca de 600 pessoas. Entre as deliberações estava a extinção do parágrafo 302.0 da CID da OMS, em que a homossexualidade constava como transtorno mental. As decisões do encontro não tiveram efeitos imediatos. O evento foi coberto e documentado pelo Lampião da Esquina.
Referências:
FACHINNI, Regina (2010). Movimento homossexual no Brasil: recompondo um histórico. Cadernos AEL, 10 (18/19). Acesso em 26 de abril de 2015. Disponível em: https://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/ael/article/view/2510
CARNEIRO, Ailton J.S.. A Morte da Clínica: O Movimento Homossexual Brasileiro e a luta pela despatologização da homossexualidade no Brasil (1978-1990). Anais do XXVIII Simpósio Nacional de História. Florianópolis, 2015.
Acesso em 26 de abril de 2015. Disponível em: https://anpuh.org.br/index.php/documentos/anais/items/1-anais-simposios-anpuh
Com o nome de “”Parada Gay””, a primeira Parada do Orgulho LGBT no DF foi realizada em 28 de junho de 1998, na Esplanada dos Ministérios, organizada pelo Grupo Vidda. Foi a terceira parada mais antiga em capitais do país, depois de São Paulo e Rio de Janeiro. No evento, além de um trio elétrico, estiveram presentes dois carros da Secretaria de Saúde distribuindo camisinhas e o público foi de 200 pessoas.
Referências
SUCURSAL DE BRASÍLIA. Brasília Terá ainda ato gay. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 27 de junho de 1998. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc27069815.htm Acesso em 24/04/2025.
DA REPORTAGEM LOCAL; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA; DA SUCURSAL DO RIO. Capitais tem passeatas no dia do Orgulho Gay. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 29 de junho de 1998. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1998/6/29/cotidiano/26.html Acesso em 23/04/2025
ELEUTÉRIO, Júlia. Por mais respeito, Parada do Orgulho movimenta Brasília neste domingo (9/7). Correio Brasiliense. 9 de julho de 2023. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2023/07/5107820-por-mais-respeito-parada-do-orgulho-movimenta-brasilia-neste-domingo-9-7.html Acesso em 24/04/2025.
A Associação Lésbica Feminista realizou a primeira Parada Lésbica de Brasília com objetivo de visibilizar as pautas e demandas de lésbicas e sapatão do Distrito Federal. O evento aconteceu no dia 28 de agosto, com concentração na W3 sul, na altura da 504.
Primeira parada LGBT de uma Região Administrativa do Distrito Federal.
Conferência e Congresso foram realizados no dia 09 de Março de 2016, na Universidade de Brasília (UnB) com o tema “Distrito Federal construindo Políticas Públicas e Direitos Humanos para o enfrentamento ao racismo, sexismo, lesbofobia, gayfobia, bifobia e transfobia”. O evento contou com a presença de diversos coletivos e instiruições, como o Coletivo Afrobixas e o Centro da Diversidade da UnB. Integraram a mesa, entre outros, o coordenador da Rede Afro LGBT Daniel Costa, as ativistas Ludmylla Santiago, Nina Ferreira, e o professor Uã Flor do Nascimento.
Lançada pela Padê Editorial, que publica livros artesanais de autoria negra e/ou LGBT, a Cole-sã Escrevivências publicou mais de 50 livros de escritoras/es LBTs de diversas partes do país, com o apoio do Fundo Elas (Hoje Fundo Elas+).
Links: https://www.instagram.com/pade.editorial/
O Lesbocenso do Distrito Federal foi uma pesquisa pioneira, iniciada pela Associação Lésbica Feminista de Brasília – Coturno de Vênus. Pesquisa aplicada virtualmente durante o ano de 2018, e lançada em 2020. O objetivo da pesquisa era para mapear o perfil socioeconômico e as experiências de lésbicas e sapatão no DF.
Referência: Lesbocenso – Mapeamento de Lésbicas e Sapatonas do Distrito Federal . Uma publicação Coturno de Vênus – Associação Lésboca Feminista de Brasília. v.1, n.1, 2020
Acesse: https://issuu.com/coturnodevenus/docs/lesbocenso
O 1º LesboCenso Nacional: Mapeamento de vivências lésbicas no Brasil, foi realizado pela Associação Lésbica Feminista de Brasília – Coturno de Vênus em parceria com a Liga Brasileira de Lésnica. O projeto iniciou em 2021 e coletou informações sobre autoidentificação, trabalho, educação, saúde, relacionamentos, relações familiares e redes de apoio de lésbicas e sapatão nas diversas regiões do país. A iniciativa visibiluzou o cenário de subnotificações de violação de direitos e da falta de políticas públicas específicas para lésbicas e sapatão no Brasil.
Referência
Acesse: https://lesbocenso.com.br/relatorio-primeira-etapa
Considerado um ato público histórico, o “Beijo Livre” foi um beijaço feito no Bar Beitute, em 1979, em plena ditadura militar (1964-1985). O bar localizado na CLS 109, é considerado o estabelecimento mais tradicional em Brasília, por ser um local de confraternização desde sua inauguração, em 1966. No dia 27 de abril de 1979, diversas pessoas, lideradas por Alexandre Ribondi se beijaram no bar para se manifestarem contra a expulsão de um casal que havia se beijado no estabelecimento na noite anterior. Esse evento marca o nascimento do primeiro grupo homossexual do DF, o “ Grupo Homossexual Beijo Livre”.
Primeiro grupo de ativismo homossexual do Distrito Federal, oriundo do beijaço de 27 de Abril de 1979 no Bar Beirute, em protesto a repressão sofrida por um casal
gay que, após se beijar no bar, foi expulsoi do local. Liderado pelo ator, dramaturgo e jornalista Alexandre Ribondi, o grupo foi pioneiro, a nível nacional, na luta pela
liberdade afetiva e sexual, em contexto de ditadura militar. Romário Schettino e Ribondi escreveram uma carta ao Papa, pedindo respeito aos relacionamentos
homoafetivos. O grupo produziu o jornal “Manga Negra” e o bloco carnavalesco “Bunda do Delírio”, assim como espetáculos de teatro e performances.
Referências:
FONSECA, Fernando Oliveira (org.). Beirute: o bar que inventamos. pp. 298 – 302.
Brasúlia: Editora, 2010.
PLATINI, Michel. Alexandre Ribondi, um líder LGBT revolucionário e essencial de seu tempo. Congresso em foco. Disponível em: https://www.congressoemfoco.com.br/coluna/19527/alexandre-ribondi-um-lider-lgbt-r
evolucionario-e-essencial-de-seu-tempo . Acesso: Fevereiro, 2025.
Mirada Coletiva
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To fulfill this, we aim to adhere as strictly as possible to the World Wide Web Consortium’s (W3C) Web Content Accessibility Guidelines 2.1 (WCAG 2.1) at the AA level. These guidelines explain how to make web content accessible to people with a wide array of disabilities. Complying with those guidelines helps us ensure that the website is accessible to all people: blind people, people with motor impairments, visual impairment, cognitive disabilities, and more.
This website utilizes various technologies that are meant to make it as accessible as possible at all times. We utilize an accessibility interface that allows persons with specific disabilities to adjust the website’s UI (user interface) and design it to their personal needs.
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